“Sim”, eu disse, e pensei “não”
Pela barreira de meus dentes
Passaram palavras quentes
No entanto foi tudo em vão.
Agora fragmentos recolho do chão
- Sob o olhar atento de tuas lentes
Enquanto penso que nada sentes -
Do que antes foi minha afeição.
Olhos e lentes, coração e afeição,
Uma barreira de dentes, um dique em explosão
Palavra que rasga e não sentes.
Lembro agora do que foi no início inspiração:
Eu quis tão somente, sem enrolação,
Dizer que sei que no fundo (são se)mentes.
(Silvio Somer)
Bah…
Perfeitíssimo…
Parabéns!
Luz!
Comentário por Vagner Heleno — 2008, Junho, 8, Domingo @ 5:30 am
otimo exemplo de soneto.
Comentário por Daniel Tito — 2008, Julho, 28, Segunda-feira @ 7:39 pm