Desaforismo (II)
Ask not for whom the ringtone tolls, it tolls for thee.
- Bruce Sterling.
Ask not for whom the ringtone tolls, it tolls for thee.
- Bruce Sterling.
Como parte de um trabalho de Literatura Portuguesa I tive que criar a terceira estrofe para a Canção da Ribeirinha, que gerou bastante polêmica no mínimo por não se saber se é uma obra lírica ou satírica. A estrofe que criei tenta manter ambas as interpretações possíveis. Ta, não ficou uma maravilha, mas pelo menos eu fiz alguma coisa (e que me agradou, pelo menos um pouco).
Os afeitos à literatura (e outros nem tanto, exemplo: governo brasileiro) estão comemorando os 100 anos da morte de Joaquim Maria Machado de Assis, Machadão para os íntimos. Por causa das bodas muito se tem falado sobre boa literatura e literatura de qualidade (o que quer que isso queira dizer…), todos os dias aparecem novas publicações e a imprensa trabalha em ritmo cada vez mais acelerado, no entanto isso não quer dizer que haja um rígido controle de qualidade, afinal quando a quantidade é muito grande é bem provável que a qualidade seja sofrível. É normal que o povo adapte seu idioma pelos mais diversos motivos, um deles é justamente a aceleração do ritmo das mudanças no mundo. Para demonstrar isso, acredito, não existe exemplo melhor que o miguxês, com seu poder de síntese e de fácil apreensão. O trabalho com os vocábulos acontece de diversas formas, trocando vogais e consoantes, supressão de vogais, além de conceder mais flexibilidade à língua.
Montei uma pequena coletânea de fotos de obras steampunk, algumas delas poderiam fazer parte de nosso dia-a-dia, outras poderiam estar numa galeria de arte. Comentários adicionais são desnecessários
Hoje sonhei com o livro O Sabão, mas alguém me dizia que o título do livro não era o título do livro, enquanto isso fiquei divagando sobre O Seixo e seu desgaste progressivo, um mundo que se construía à medida que outro se consumia. Sonhei com Malarmé e sua poesia revolucionária e depois sonhei que eu mesmo revolucionaria a arte de sonhar, assim sonhei que sonhei que sonhava (acho que me inspirei no Grafógrafo de Salvador Elizondo), no Aleph de Borges e nas voltas que a vida dá.
“Aí é complicado, aí eu vou ter que estudar.”
Resposta de Joãozinho ao ser interrogado, por um repórter, o que fará caso seus planos de ser jogador de futebol não dêem certo.
Cheguei a esta conclusão nos últimos dias, penso assim porque estamos sempre em tensão com relação a alguma coisa, e isso não acontece somente conosco, pode-se ver o mesmo acontecendo ao nosso redor, basta observarmos os processos da natureza, e de todo o universo externo.
Viver é estender, viver é criar tensão, é atrito, é luta. Estamos sempre sujeitos a erros e desentendimentos, isso não só faz parte da vida como é importante para ela. Mas se é assim que as coisas funcionam ainda temos direito de ficarmos bravos, de brigarmos, de gritarmos e xingarmos? Claro que sim, isso também é criar tensão, isso também é estender!
Estamos em constante luta pela tensão da própria vida, queremos que fique tão tensa que quando alguém tocar a corda tensa de sua vida, a nossa vibre em ressonância (será isso a que chamam de amor verdadeiro?). Façamos de nossas vidas uma orquestra em perfeita sintonia, e teremos tanto afinação quanto redundância e exagero. Viva as diferenças, viva as tensões.
Da criação à produção, todos os aspectos desta bebida relaxante foram inspirados pelos populares artistas de hip hop da atualidade, que abraçam o muito procurado estilo de vida hip hop, que encoraja as pessoas a capturarem uma mentalidade sem stress.
Dizem que os documentários que assistimos na TV sobre a vida selvagem precisa de anos de pesquisa, filmagens e no final uma montagem pra que tudo caiba em um vídeo de meia hora, no entanto existem os sortudos que estão no lugar certo e na hora certa e capturam as imagens mais intrigantes já vistas.
Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras, neste caso elas valem por mil gargalhadas.

“Sim”, eu disse, e pensei “não”
Pela barreira de meus dentes
Passaram palavras quentes
No entanto foi tudo em vão.
Agora fragmentos recolho do chão
- Sob o olhar atento de tuas lentes
Enquanto penso que nada sentes -
Do que antes foi minha afeição.
Olhos e lentes, coração e afeição,
Uma barreira de dentes, um dique em explosão
Palavra que rasga e não sentes.
Lembro agora do que foi no início inspiração:
Eu quis tão somente, se enrolação,
Dizer que sei que no fundo (são se)mentes.
(Silvio Somer)
Escrevo. Escrevo que escrevo. Mentalmente me vejo escrever que escrevo e também posso me ver ver que escrevo. Recordo-me já escrevendo e também vendo-me que escrevia. E já me vejo recordando que me vejo escrever e me recordo vendo-me recordar que escrevia e escrevo vendo-me escrever que recordo haver-me visto escrever que me via escrever que recordava haver-me visto escrever que escrevia e que escrevia que escrevo e que escrevia. Também posso imaginar-me escrevendo que já havia escrito que me imaginaria escrevendo que havia escrito que me imaginava escrevendo que me vejo escrever que escrevo.
Salvador Elizondo: El Grafógrafo
Até poucas semanas atrás eu estava usando o Window$ XP no meu computador de trabalho, no entanto em algum momento caí em mim e decidi migrar para o Linux (aqui, aqui e aqui), inicialmente eu pensava em usar a distribuição Debian, mas por um pouco de preguiça e pra facilitar a minha vida e a do administrador dos PCs acabei optando pelo Ubuntu, e não me arrependi em momento algum, nem mesmo quando algumas coisas pararam de funcionar por incompetência minha.
Ah, mente impura!
Ninguém mais te atura,
Nem mesmo a Quimera tua,
Esta pantera obscura,
Num dia doença, noutro cura.
(Silvio Somer)
Se você sempre quis sair na rua com uma máscara de zumbi pra matar as velhinhas do coração e nunca faz porque não tinha dinheiro, ou porque a loja da esquina se recusava a vender uma pra você por suas tendências de maníaco-homicida, então seus problemas acabaram. Chegou a nova máscara de zumbi das Organizações Tabaja… digo, que você mesmo pode fazer em casa com materiais simples e baratos. Veja como no endereço Zombie Makeup.
Desde sexta-feira tenho estudado intensamente para uma prova que farei amanhã, li uma porção de ótimos textos e um deles trata de Shakespeare (aqui e aqui), ou melhor, de Hamlet (aqui e aqui) (Hamlet Nesta Metade de Século in Shakespeare Nosso Contemporâneo, Jan Kott, Cosac & Naify, 2003), e isto explica pelo menos em parte minha ausência aqui do blog. Mas, voltando ao texto: rios de tinta já se escreveram sobre este drama, por muitos pontos de vista diferentes, um dos melhores trechos que já li reproduzo abaixo.
Vários anos se passaram desde que senti os primeiros sintomas de uma prematura “senilidade risível autocrítica”, o pior de tudo é perceber que a memória está se deteriorando, as idéias atrofiando e o corpo continua mudando.
Um ótimo exemplo da deterioração da memória é que hoje encontrei um site com técnicas de memorização, mas não lembro como cheguei até ele… Por essas e por outras eu digo: “do que é que eu estava falando?”
A música é um território riquíssimo para quem tem criatividade, junte a isso a tecnologia e as possibilidades tendem ao infinito. Dois exemplos bem simples disso são KT tunstall e David Ford que, usando um hardware reprodutor de sons, fazem o papel de uma banda completa sozinhos, e o que é melhor, tudo é feito na hora. Confira os vídeos abaixo.
Oh yeah babe! Cory Doctorow é O cara. Reproduzo abaixo sua abordagem do assunto “propriedade intelectual”.
Fonte: Guardian.co.uk
Será que só eu viajei a ponto de achar que os novos botões com o logotipo do WordPress são parecidos com o logotipo da Volkswagen? Compare:
Algum tempo atrás escrevi um post sobre o Pacemaker - pequeno equipamento para DJs que substitui em parte as pickups -, agora descobri um vídeo de demonstração do dito cujo, o negócio é muito legal, mas o preço ainda é salgado…
Quimera
Por Claudio Parreira (Fonte: Cronópios)
Eu vendia hipopótamos na feira quando vi a mulher pela primeira vez: linda, os cabelos louros esvoaçando do sovaco, dois metros e meio de pura tentação.
Filhote, o meu cachorro filosófico, foi logo dando palpite:
- Não entra nessa que é roubada. Pelo brilho do olho esquerdo, essa aí tem pra mais de quarenta filhos. Leia o resto deste post »
Depois de quase duas semanas sem escrever volto para falar sobre o que? Orkut! Ou melhor: Yogurt. Há poucos momentos atrás fiz meu login e enquanto mexo meus olhos de forma compulsiva e descontrolada pela tela do computador me deparo com o novo (!?) logo do Orkut, pode até parecer brincadeira, mas é bem real, para os desavisados cheguei a dar um printscreen na tela, taí em baixo a bagaça.

Se eu não tivesse visto eu não acreditaria, isso é o meu lado Tomé aflorando. Bom Yogurt a todos nesse 1° de abril.
Muitos sabem que gosto muito de teologia e que não sou religioso, mas poucos sabem que acredito em [D|d]eus, na minha opinião Deus e religiosidade são duas coisas totalmente separadas porque Deus não precisa da religião para existir, assim como existem religiões (como o budismo) que não trata de deus da mesma forma que o catolicismo (mesmo acreditando que existe um ente criador). Não tenho falado muito sobre o assunto tanto aqui quanto em qualquer outro lugar, a última vez que o fiz foi quando publiquei um artigo que saiu na revista Superinteressante intitulado “Abrãao Existiu?” e por incrível que pareça não foi esse artigo, e sim a página “Latim na Prática”, que recebeu um comentário intrigante me pedindo os nomes bíblicos terminados em EL. No primeiro momento fiquei indignado, afinal o pedido nem mesmo chegou a ser polido, tratou como se eu tivesse obrigação de fazer o que essa pessoas pedia, mas depois passei a ver isso como um desafio e fiz algumas buscas pelo Deus Google: sem sucesso. A propósito: não sei que relação foi estabelecida entre latim e nomes bíblicos terminados em EL…
O mundo ta indo pro abismo e só eu não sabia, mas ainda existem pessoas com sabedoria o bastante pra conseguir distinguir o joio do trigo, ou melhor: blog de leitura confiável. É aqui que se encaixa a Força Aérea Americana, cujo lema é bloquear primeiro e depois perguntar se o dito cujo é prejudicial a qualquer aspecto do soldado. Como diz Dave Mustaine na música Hangar 18 “Military intelligence is /Two words combined that can’t make sense“.
Ao atender o celular tenha sempre certeza de que você pegou o certo.